Julho: um convite para recolher e florescer.

E julho chega com seu friozinho gostoso, sua natureza esplêndida no trocar as folhas a reluzirem ao sol… Um convite para mergulhar dentro, recolher do externo e descobrir maiores potencialidades do nosso interior.


Um chá quente, um chocolate maravilhoso, um bom livro e uma música a embalar, tipos de relaxamento que aconchegam e desvelam o que os movimentos externos nos fazem desconhecer.


Neste momento planetário, tantos movimentos e desafios internos, tantas mudanças em nossas vidas e ao redor de nós, um mundo acelerado em mudanças e reestruturações, nada mais importante do que este inverno encontrando sementes a frutificar. Um convite.


Como as estações que passam reluzentes em suas belezas, com diferentes convites e expressões, assim também as fases de nossas vidas e existências. Trauma, sendo o fruto de nossa reação e compreensão daquilo que vivemos e nos marcou, podemos dizer que toda a humanidade cresce ou paralisa através de traumas e lembranças que cultivamos em nosso interior.
Como lidamos com os eventos de nossas vidas é o que escreve e reescreve nossas histórias. Toda a ciência, desmistificando o chamado destino e o “não tem nada que se possa fazer”, os acontecimentos e novas descobertas nos convidam a nos autoconhecer e a tomar as rédeas de nosso existir em nossa responsabilidade.


Como vivo o que eu vivi? Onde me prendo? Que pensamentos se repetem milhares de vezes em minha mente diariamente e determinam meu viver? Como me sinto frente ao movimento da vida e do que a vida me oferece? Que riqueza meu passado me oferece e que convites o universo está a me fazer quando me convida a repetir as mesmas histórias, sentimentos e pensamentos?


O universo, nestes tempos atuais, nos convida a tomar as rédeas de nossas existências, a assumir que somos os responsáveis únicos pela vida que vivemos, a ter consciência de que, para onde olhamos, a energia segue e se manifesta. A aceleração da consciência planetária acelera nossas vidas e nossas mudanças. Podemos paralisar nos traumas vivenciados, nas experiências passadas, ou aprender e agradecer pelas aprendizagens e escolher agora, a cada dia, o que abrigaremos em nossas vidas, nossas mentes e nosso coração.


Inverno fora, brotam sementes que florescem em nosso interior, quando escolhemos realmente nos aconchegar dentro, aquecer o coração, acalmar pensamentos e, olhando com amorosidade e compaixão para nós mesmos, reescrevemos nossas histórias e manifestamos novos “destinos”.
A proposta deste mês?


Observar: observar como a vida vem refletindo nosso interior, como nos comportamos frente à vida ao nosso redor, que pensamentos e emoções alimentamos a cada dia.


Escolher: a cada dia o que preencherá cada dia, como equilibrar a dor e desafios com o amor e gratidão, como seguir frente aos acontecimentos da vida, reagir ou proagir? Paralisar ou criar?


Assumir: nossa realidade como o fruto de nossa crença e emoção. Como pensamos a vida, assim ela se nos revela. Nosso poder de manifestação e de criação, o belo em nós quando somos o verdadeiro nós.


Agradecer: cada paisagem bela, cada sorriso ao nosso lado, cada som que enaltece o coração, cada pessoa que nos eleva ou nos ensina a crescer, cada sucesso que nos alegra e também cada fracasso que nos desafia e nos convida a crescer.


Nutrir: o pensamento que gera emoções maiores, o tempo de pausa para restabelecer e fortalecer, o som que expande o coração e faz sonhar, a conversa que ensina e enaltece, o compartilhar que dá sentido ao bom viver.


A cada dia o substituir o “Por que eu?” Por que comigo?” Por “o que esta situação/pessoa/sentimento/pensamento me convida a crescer e aprender?”


A cada dia o seu dia, em todos os dias o nascer renascendo num melhor ser.
Senhores de nossos destinos, recolher para melhor escolher, abastecer e nutrir para melhor criar e viver.

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